Lembro bem que há tempos atrás mulher que se vestia com estampas de onça e batom vermelho era chamada de perua. A garota que usava sapatos de bico fino ou roupas ao estilo pinup, era a velha. A outra, que sempre gostou de caveirinhas e na adolescência usava camisetas de banda, era a lésbica. E aqueles que usavam headbands eram os hippies e o Axl Rose.

Looks: Heavy Metal, Pinup e Bolo Gelado (ou Surfista Prateado?)
Mas alguém de repente disse que tudo isso seria tendência de moda para o ano seguinte, e voilá, graças a algum evento, às vitrines, às atrizes das novelas e às blogueiras fashionistas que se autointitulam formadoras de opiniões (mas que na verdade impõem opiniões), as "antenadas" ao mundo da moda passaram a incluir as peças indicadas em seus guarda-roupas - entre elas a calça saruel, que na minha opinião só veste bem no MC Hammer!
A minha crítica aqui não é àqueles que ditam o que estará na moda no inverno de 2053 da Lituânia - afinal eles estudaram (creio eu) e ganham pra isso, não é? -, mas sim às pessoas que não têm o mínimo de senso crítico para decidir o que gostam ou não e se vestem exatamente iguais umas às outras a cada estação que passa. E ainda: fazem questão de pagar muitos dinheiros por uma peça de tecido descartável e mal costurada só porque é "de marca".. Ah vá!
O video é fake, mas tá valendo!
Qual a diferença entre as pessoas citadas no início do post e aquelas que passaram a se vestir da mesma forma porque alguém enfiou em suas cabeças que seria tendência? A diferença é que as primeiras têm personalidade e seus estilos próprios, já que fizeram suas escolhas e não esquentavam enquanto eram criticadas.
Sou da opinião de que cada um tem que usar aquilo que o faz se sentir bem (sendo confortável ou não, contanto que se sinta bem) e não porque foi destaque no último Fashion Week. Ressalto que não descarto a possibilidade de procurarmos referências e novidades (como em blogs, revistas, eventos), claro, mas o importante é saber filtrá-las e adequá-las ao nosso gosto - que pode mudar com o tempo porque vamos amadurecendo, muitas vezes nos arriscando com coisas novas, e não porque disseram que "o rosa chiclete é o novo rosa bebê!".

Fernanda Fusco (Fê Croft até 2006), 24 anos, canceriana, formada em pedagogia, atua como professora da rede municipal de SP, especialista em alfabetização e letramento na infância e em ensino de língua portuguesa, se especializando em ensino lúdico, técnica em informática, cursou básico em gastronomia, finge que toca guitarra e brinca de ser vlogger. 
















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Verdade Fernanda, acho até que sou muito brega pq pra eu me acostumar com uma "tendência" a ponto de comprá-la, o povo até já deixou de usar... hahaha. Comprar só pra fazer a linha "sei tudo de moda" é horrível, sem contar que nem tudo combina com a gente, né? Tem que ter semancol!
Concordo plenamente. É incrível como o extremamente brega de ontem vira o super fashion de hoje. E parece que as pessoas só se dão conta depois de 5 anos, quando estão vendo as fotos antigas. Mas ainda continuam fazendo da mesmo jeito.
E existe aquela clássica da vendedora:
Você não gosta? Mas tá usando tanto.
Esbarrei no seu blog hoje e achei muito legal.
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